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Servidores da Prefeitura de Viamão são presos acusados de desviar e vender vacinas contra o coronavírus


10/06/2021 - Fonte: G1 RS

 Durante a operação foram encontrados ainda medicamentos, insumos médicos, receitas e carimbos de médicos gaúchos, além de munição.

 

  Na quarta-feira (09), a Polícia Civil prendeu em flagrante dois servidores d Secretaria Municipal de Saúde de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, suspeitos de desviar vacinas contra o coronavírus para venda clandestina. Conforme a polícia, cada dose era comercializada por R$150.

  Na operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência dos suspeitos, sendo apreendido um frasco de CoronaVac parcialmente consumido, além de três medicamentos com princípio ativo classificado pela Anvisa como causadores de dependência física e psíquica, também desviados da SMS. Foi encontrada também uma quantia expressiva de insumos médicos desviados do acervo municipal do SUS, dentre eles grande quantidade de seringas.

 Conforme o delegado responsável pela investigação, Júlio Neto, moradores da cidade tomaram conhecimento do esquema clandestino de vacinação e denunciaram à prefeitura, que informou a polícia.

 Por meio de uma nota, a prefeitura informou que:

"Tão logo surgiram indícios sobre os fatos, levou ao conhecimento da autoridade policial, possibilitando de forma decisiva que a operação tivesse o desfecho de hoje. Não toleramos e não somos coniventes com qualquer tipo de desvio dessa natureza. Assim como neste caso, todas as atitudes necessárias foram e serão tomadas".

"Recebi uma denúncia formal da prefeitura, porque pessoas da própria população local tomaram conhecimento que as vacinas estavam sendo vendidas clandestinamente. E aí começamos a investigação, há mais ou menos 60 dias. A gente acredita que tenha sido praticamente desde o início da vacinação", destaca.

 As informações coletadas em celulares e eletrônicos apreendidos indicam que as doses eram vendidas por R$150,00.

"Eles mesmos aplicavam. A mulher é técnica de enfermagem, trabalhava no setor de distribuição de vacinas, então tinha total acesso ao estoque. Cada leva de vacinas que chegava para distribuição passava por esse setor. O marido trabalhava como motorista de ambulância no mesmo prédio, só que à noite, o que facilitava até para a retirada desse material", conta o delegado.

Por: Claudenir Sodré/ Gazeta Regional Online

Imagem: G1