Gazeta Regional Estado

Estado tem 63 rodeios no fim de semana


10/03/2019 - Fonte: G1 RS

O Rio Grande de Sul terá, entre hoje e domingo, 63 rodeios crioulos no estado. Nos últimos dois anos, foram 6.526 festas típicas, conforme dados da secretaria da Agricultura. O levantamento, obtido pelo blog, também confirma o que já se suspeitava: não existe mais "temporada" de rodeios.

Os eventos, que antes começavam em outubro e terminavam em junho, agora também se estendem para os meses de julho, agosto e setembro. Para se ter uma ideia, na "baixa temporada", chegaram a ocorrer 24 festas campeiras em um só dia. Portanto, é mais coerente que a "abertura" da temporada passe a ser em janeiro. O recorde, nesses dois anos, ocorreu dia 7 de setembro de 2018, com inacreditáveis 84 rodeios acontecendo no Rio Grande do Sul.

São conclusões que levam a várias reflexões. Será que o estado está fomentando essa prática como atividade que gera emprego e renda? Na realidade, os rodeios movimentam a economia e a população. Mas não são celebrados como tal. Quem organiza rodeio sabe dos custos para o aluguel do gado, montagem de estruturas, contratação de pessoal...Matam um leão por dia.

No entanto, nem sempre as empresas e o mercado publicitário, reconhecem os rodeios como vitrina para expor suas marcas. O fato é que custa caro participar de uma festa campeira. Além das despesas com alimentação, deslocamento, acampamento, há também os custos com os cavalos, a indumentária e as taxas de inscrições para as provas. Duvidar, num fim de semana, um laçador não gasta menos de R$1,500 para laçar em uma festa campeira. Ou seja, é um público de razoável poder aquisitivo. Consumidor em potencial.

Existem ainda grupos de bailes, empresas que montam as estruturas, artistas e o público que consome dentro dos parques. E as costureiras que preparam os vestidos e pilchas para os dançarinos? As empresas de ônibus, que conduzem os competidores de uma cidade para outra? É muito dinheiro envolvido. Vejam o exemplo de Vacaria, onde acontece, a cada dois anos, o maior de todos os rodeios crioulos: o lucro na edição de 2018 foi de R$ 1,7 milhão.

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