Gazeta Regional Estado

Festival de paletas de ovelha movimenta praia de Atlântida


28/01/2019 - Fonte:

Pela primeira vez em três anos, dez mulheres participaram do Festival Internacional de Paletas de Ovelha de Beira de Praia, em Atlântida, no litoral Norte. No sábado de céu azul e temperatura alta, 150 assadores capricharam na hora de elaboração dos pratos para encantar e conquistar os jurados na terceira edição do evento. Profissionais de diversas regiões participaram da programação e prepararam cerca de 350 quilos de carne.

Profissionais de diversas regiões participaram da programação e prepararam cerca de 350 quilos de carne

Festival de paletas de ovelha movimenta praia de Atlântida | Foto: Guilherme Testa

Festival de paletas de ovelha movimenta praia de Atlântida | Foto: Guilherme Testa três anos, dez mulheres participaram do Festival Internacional de Paletas de Ovelha de Beira de Praia, em Atlântida, no litoral Norte. No sábado de céu azul e temperatura alta, 150 assadores capricharam na hora de elaboração dos pratos para encantar e conquistar os jurados na terceira edição do evento. Profissionais de diversas regiões participaram da programação e prepararam cerca de 350 quilos de carne.

 

“Para o ano que vem, queremos trazer o Guiness para ser o maior churrasco da beira de praia do mundo. Esse ano são 100 metros de churrasqueira. A ideia é aumentar, promover o nosso litoral e tirar a síndrome de que ele é ruim”, explica um dos integrantes da comissão organizadora, Sebastian Watenberg. O evento - sem fins lucrativos - visa promover um momento diferente para a comunidade local. “É uma festa entre amigos, cuidamos da praia, todo o material está protegido para não pegar na areia. A ideia é confraternizar”, afirma.

 

 De acordo com ele, há muita coisa para fazer nas praias gaúchas. “A prefeitura foi nossa parceira, adquirimos o chope local e privilegiamos a região, já que também a ideia é fomentar a comercialização daqui”, ressalta. O festival envolveu mais de 700 pessoas, até o cair do sol. “Nossa regra é não interferir no verão dos outros. Ano que vem queremos palco e atrações maiores”.

 

Origens

 

 

Um dos idealizadores do festival, Felipe Melnick, destaca a alegria em ver o que surgiu de uma competição entre parentes, movimentar a comunidade. “Em 29 de dezembro de 2016, em um aniversário de um familiar resolvemos que faríamos risoto de ovelha. Como muitos são metidos a cozinheiros, um tio começou a criticar o outro. Então, disse, vamos fazer um desafio de quem faz a melhor paleta”, descreve.

 

Alguns dias depois ocorreu aquilo que seria a primeira edição, com a presença de 12 pessoas, além de muitos espectadores. “Hoje, estou morando nos Estados Unidos, entraram 10 patrocinadores e virou essa bagunça organizada, com mil litros de chope e 700 quilos de carvão. Tem de pessoas experientes a quem nunca fez churrasco”.

 

Participante do evento pela primeira vez, a assadora profissional Luciana Leonardo, 28 anos, elogiou a infraestrutura montada e a satisfação em estar integrada. “Sei assar e gosto. É um espaço que sempre teve e as mulheres ficavam mais tímidas de chegar. Para mim, o segredo para ser uma boa assadora é paciência e alegria”.

 

A parte mais difícil, por outro lado, é não deixar passar do ponto. Pela primeira vez jurado, João Luciano Lemos, frisa que a carne certa precisa estar o mais natural possível. “O tempero é bom e fundamental, mas tem que preservar 99% o sabor original do cordeiro. De preferência mais in natura possível”, pondera. Ele reitera que o público feminino participante já está no circuito da carne há algum tempo. “O churrasco combina com cerveja e chope. Não pode fugir muito de nossa raiz”.

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