Gazeta Regional Camaquã

José Almiro Chagas de Alencastro:"O Hospital Nossa Senhora Aparecida está às portas da UTI"


07/11/2018 - Fonte: Ligação Direta - Rádio Camaquense

Em entrevista ao programa Ligação Direta desta quarta-feira (7), que foi ao ar pela rádio Camaquense, o Diretor Presidente do Hospital Nossa Senhora Aparecida de Camaquã, José Almiro Chagas de Alencastro, falou sobre a preocupante situação financeira do Hospital.

Na sua página pessoal, da rede social Facebook, na noite de ontem (6), o Diretor fez a seguinte postagem:

" A saúde tá quase na UTI. Hospital Nossa Senhora Aparecida de Camaquã, está indo para o terceiro mês sem receber os pagamentos dos serviços prestados ao Estado. Como pagar salários, honorários médicos e fornecedores? A população necessita de atendimento."

Na entrevista à Rádio Camaquense, José Almiro Chagas de Alencastro salientou que o Hospital de Camaquã é referência de atendimento para a região. "Aqui são atendidos pacientes de nove municípios vizinhos, e infelizmente os recursos financeiros se esgotaram. A saúde não pode parar, mas os gestores do Hospital não podem obrigar um médico a trabalhar se não estiver sendo devidamente remunerado", afirmou o diretor.

"Hoje já estamos com os honorários médicos em atraso. Estamos sem receber os recursos do Estado já há três meses. O repasse mensal é de R$ 1.280.000,00 (UM MILHÃO DUZENTOS E OITENTA MIL REAIS), o que no montante, já soma um déficit de R$ 3.840.000,00 (TRÊS MILHÕES OITOCENTOS E QUARENTA MIL REAIS)."

Segundo Alencastro, dos 149 leitos ambulatoriais do Hospital, 122 são destinados ao SUS ( o que representa 85% do total) e outros 27 divididos entre pacientes de convênios ou particulares.

José Almiro disse que outro ponto importante, se refere às remoções de pacientes de outras cidades, que recebem atendimento aqui no Hospital.

"As remoções precisam ser reajustadas com os municípios da região. É de responsabilidade do Município de residência do paciente, e o Hospital vem fazendo essas remoções há anos. Isso dá uma grande diferença financeira nos nossos cofres. O Hospital hoje tem um custo de mais de R$ 100.000,00 (CEM MIL REAIS) mês, e nós arrecadamos hoje para remoções, menos de R$ 30.000,00 (TRINTA MIL REAIS) mês, e o Hospital arca com esta diferença. Os municípios estão agora se reunindo para ver se assumem o custeio desse serviço."

Hoje o Hospital possui somente uma ambulância para atender as demandas da entidade.

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