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Sociedade de Pediatria alerta para casos de sarampo


15/06/2018 - Fonte:

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) emitiu uma nota de alerta aos especialistas do Estado sobre o risco de surgimento de casos de sarampo na região. O informe divulgado na quarta-feira (13) foi preparado pelo Comitê de Infectologia da filiada e chama a atenção para o retorno de uma doença que era considerada eliminada do Brasil e das Américas, mas que dá sinais de retorno.

O alerta da SPRS foi emitido em decorrência de informe da Vigilância em Doenças Transmissíveis de Porto Alegre de que estava investigando cinco casos suspeitos de sarampo em Porto Alegre. Estes casos acabaram sendo confirmados. Os registros têm relação com uma viagem de um dos pacientes a Manaus. Frente a esta situação é imprescindível detectar e notificar rapidamente qualquer caso suspeito de sarampo, o que possibilitará que as medidas de controle sejam realizadas oportunamente, interrompendo a cadeia de transmissão, orientam os especialistas do Governo.

“Por isso, todos os profissionais de saúde, na assistência de um caso que preencha os critérios de suspeição, notifiquem imediatamente (no momento do atendimento do paciente), via telefone, à Equipe de Vigilância em Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde para imediata definição da coleta de espécimes clínicos (sangue e swab naso/orofaríngeo) para diagnóstico laboratorial, que serão encaminhados através da vigilância”, informam as autoridades.

Nas Américas, segunda a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), 11 países já haviam notificado a doença até abril de 2018. A disseminação se iniciou pela Venezuela, que registra o maior número de casos. No Brasil, até final de maio, foram registrados mais de 1.000 casos suspeitos, e muitos confirmados, em Roraima (83 casos), Amazonas (115), São Paulo e Rio Grande do Sul (1).

Na Europa, até abril de 2018, haviam sido notificados mais de 7.600 casos, com 22 óbitos. Os principais países atingidos são Romênia, França, Grécia e Itália. A presidente da SPRS, dra Cristina Targa, acompanha a situação de perto. Na mensagem enviada aos pediatras, com acesso ao comunicado da Vigilância Sanitária, se reitera que se trata de doença “altamente infectante e com alta morbimortalidade”.

CASO SUSPEITO DE SARAMPO: todo indivíduo que, independente da idade e situação vacinal, apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite.

A Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde salienta ainda a importância de que no processo de investigação se identifique história de viagem ou contato. O paciente com suspeita de sarampo de nível ambulatorial deve ser orientado a manter isolamento respiratório domiciliar e, no serviço de saúde, o isolamento deve ser instalado desde o momento da triagem.

A Sociedade de Pediatria do RS ressalta aos associados a importância da revisão da vacinação de seus pacientes, para garantia de proteção neste momento de circulação do vírus em nosso meio.

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