Gazeta Regional Agronegócio

Safra das principais culturas de verão termina nos próximos dias


19/05/2018 - Fonte:

Em poucos dias, as principais culturas de verão terão suas safras concluídas, pois faltam poucas áreas a serem colhidas no Rio Grande do Sul: 1% da cultura de arroz e 2% de soja e de milho.

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (17), os resultados apontam para uma safra de arroz de boa produtividade, acima das 7,5 toneladas por hectare. O que continua a preocupar a classe produtiva é o valor da saca de arroz recebido pelo produtor, o que impossibilita investimentos nas lavouras.

Na cultura do milho, restam as lavouras cultivadas do segundo plantio. A produtividade das áreas colhidas permanece em torno de 105 sacas por hectare, de boa qualidade. A falta de chuvas está prejudicando o desenvolvimento da cultura e poderá reduzir os rendimentos das áreas não colhidas no segundo plantio. A comercialização atinge cerca de 70% da safra em andamento. Os negócios estão estáveis, com os produtores aguardando melhor definição do mercado e o resultado do desenvolvimento da safrinha brasileira e das condições da safra americana.

A soja está praticamente colhida no RS, restando parte de lavouras nas regiões Sul, Campos de Cima da Serra e Fronteira Noroeste. A produtividade se aproxima de três toneladas por hectare, dentro do esperado, mas com grande variação entre lavouras e época de plantio.

Nas regiões de maior área de lavouras da principal cultura de inverno, o trigo, a tendência dos últimos dias é de aumento da procura por sementes, devido ao estímulo do bom preço, junto à perspectiva de um ano comercial melhor do que ao da safra passada. A área total ainda não está definida, mas já não é tão definitiva a redução prevista anteriormente.

Fruticultura

Na Serra, as condições climáticas de abril e maio, com altas temperaturas e ausência de frio e baixos volumes de precipitações, impõem um panorama completamente inusitado e adverso ao normal desenvolvimento da cultura. Mesmo em locais de média-alta altitude, variedades precoces se encontram em florescimento. Pontos mais quentes, como nos vales de rios, produtores começam os primeiros tratamentos nos pessegueirais, pois as frutas estão no começo do desenvolvimento.

A cultura do morango encontra-se em fase de plantio. No cultivo de chão, registram-se perdas de mudas pela falta de umidade e desatenção. Alguns casos chegam a 60% de perdas. Relatos de perdas também em substrato, quando foram utilizadas mudas de raiz nua.

Foto: José Schafer/Divulgação

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