Gazeta Regional Polícia

Operação Luz na Infância 2 combate crimes de exploração sexual infanto-juvenil


17/05/2018 - Fonte:

A Polícia Civil (PC), por meio dos departamentos Estadual da Criança e do Adolescente e de Investigações Criminais, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deflagrou, no início da manhã desta quinta-feira (17), uma ação integrada denominada Operação Luz na Infância 2, com o objetivo de apurar crimes de exploração sexual contra crianças. Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão em 23 cidades do Rio Grande do Sul. Aproximadamente 200 policiais civis participaram da operação. Esta foi a maior ação integrada de polícia judiciária já realizada no Brasil e a maior ação do gênero realizada em um único dia, ocorrendo em 24 Estados e no Distrito Federal

Além de 21 pessoas presas, também foi identificada uma criança com material com conteúdo de exploração sexual infanto-juvenil. Foram oito prisões em Porto Alegre, duas em Santa Maria, duas em Cachoeirinha e duas em Novo Hamburgo, além de detenções também em Alvorada, Pelotas, Panambi, Taquara, Canoas, Sapucaia, São Leopoldo e Viamão. A operação foi também realizada em São Lourenço do Sul, onde niguém foi preso.

Foram apreendidos diversos computadores, notebooks, HDs externos, pen drives e outros dispositivos de armazenamento que continham material referente a crimes de abuso e exploração sexual infanto-juvenil, além de armas, munições e drogas.

Os alvos da Operação Luz na Infância 2 foram identificados a partir de levantamento de informações pela Senasp e pela Embaixada dos Estados Unidos da América no Brasil. Com base em informações e evidências coletadas em ambientes virtuais, a Polícia Civil, por meio da Delegacia para a Criança e Adolescente Vítima (DPCAV/Deca), instaurou inquéritos policiais e representou buscas e apreensões junto ao Poder Judiciário, visando a apreender computadores e dispositivos que poderiam armazenar conteúdos de pedofilia, e, a partir da constatação do crime, indiciar e prender os criminosos.

As investigações vinham sendo feitas há seis meses e são resultado do aprimoramento do trabalho de inteligência de segurança pública e atuação em modelo de força-tarefa, que reúnem em um mesmo ambiente de trabalho policiais com expertise e capacitação na repressão aos crimes virtuais e de pedofilia, um cenário ideal para coletar e preservar evidências criminosas, garantindo identificação e posterior condenação dos criminosos pela Justiça.

O presidente do Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil (CONCPC), delegado Emerson Wendt, destacou que essa foi a maior "operação de investigação de pedofilia e combate aos crimes contra dignidade sexual de crianças e adolescentes no Brasil, especialmente porque usa a tecnologia e integração de informações".

A pedofilia é classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma doença de transtorno da preferência sexual. Pedófilos normalmente são pessoas adultas que têm preferência sexual por crianças pré-púberes ou no início da puberdade. O complexo ambiente da internet e a ausência de fronteiras no mundo virtual são elementos que propiciam terreno fértil à atuação de criminosos.

A operação foi intitulada Luz na Infância por serem bárbaros e nefastos os crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. “Luz na Infância significa propiciar às crianças e adolescentes vítimas de abuso e violência sexual o resgate da dignidade, bem como, tirar criminosos da escuridão, para que sejam julgados à luz da Justiça”, disse a diretora do Deca, delegada Adriana Regina da Costa.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

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