Gazeta Regional Política

Luciano Delfini critica condução da campanha do PSDB em 2016


03/05/2018 - Fonte:

Após a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que manteve por unanimidade na quarta-feira (02), a cassação dos diplomas dos vereadores do PSDB de Camaquã, o vereador Luciano Delfini participou nesta quinta-feira (03) do programa Ligação Direta da Rádio Camaquense, quando se disse indignado com a forma como foi conduzida a campanha do PSDB em 2016.

Em novembro do ano passado, o juiz eleitoral de primeiro grau, Felipe Valente Selistre, decidiu pela cassação dos diplomas, condenando a coligação PSDB/PSC, acolhendo a tese da denúncia de que a coligação registrou duas candidatas mulheres que não obtiveram nenhum voto, o que levantou suspeita de que teriam colocado seus nomes apenas para fechar a legenda com a proporcionalidade necessária de mulheres. Na quarta, o TRE manteve a condenação, o que afeta diretamente três vereadores eleitos: Elemar Venske (Mazinho), Luciano Delfini e Mozart dos Santos.

O TRE publica hoje o acordão e depois a 12ª Zona Eleitoral de Camaquã será notificada e encaminhados os atos para que os vereadores deixem os cargos. No entanto, eles podem entrar com embargo e novo recurso. “Se conseguirmos liminar, seguimos vereadores. Não sei qual o prazo até o próximo julgamento, pode ser daqui alguns meses. Mas talvez não consigamos a liminar para seguir no cargo. Estamos aguardando e vamos fazer o que for necessário. Vou continuar lutando para sanar a vontade de 843 pessoas que votaram em mim”, disse o vereador, destacando que não foi uma improbidade dos vereadores e sim do partido. Ele ainda explicou que na cidade de Viadutos aconteceu situação semelhante e os vereadores não deixaram os cargos, ficando até o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Fato é que, independente do resultado, não me deixa inelegível, isso me permite ser pré-candidato a deputado estadual. Isso é combustível, me dá mais convicção daquilo para o que quero lutar”, garantiu ele, que recentemente se filiou ao PTB.

 

Críticas

Delfini reclamou bastante da situação, dizendo que a forma de condução da campanha foi um dos principais motivos para sua saída da PSDB. "Eu estava reestruturando o partido em novembro de 2015 e filiei o então pré-candidato Ivo. Em fevereiro ele exigiu sua candidatura a presidente do partido para tocar sua candidatura. Se buscou coligações que não deram certo. Fizeram uma nominata e eu confesso que não me aproximei muito do núcleo da campanha. Eu precisava cuidar da minha própria campanha. E colocaram duas mulheres que não fizeram nenhum voto. Isso foi objeto de ação. Preciso dizer que, em relação ao Marconi Dreckmann e ao Leomar Boeira (autores da ação), estão no direito deles de recorrer. Este não é o foco. O que me deixa extremamente indignado é a forma como foi conduzida esta candidatura. Colocar duas pessoas que não fizeram sequer um voto. Eu não tenho como exigir que a pessoa vote em si mesma, isso fica na consciência de cada candidato. O acordão deixou evidente que uma candidata estava fazendo campanha para seu marido”, criticou ele que ainda questionou como uma coligação deixou marido e mulher serem candidatos. “É isso que me deixa indignado. Já começou mal na campanha”, avaliou.

Questionado, ele disse que sim, seu ex-partido tem culpa. “Se quem coordenou isso não tem culpa, quem tem?”, indagou Delfini, dizendo que o PSDB está anulando a vontade de 16% dos votos válidos de Camaquã destinados aos seus candidatos a vereador.

Foto: Gazeta Regional

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