Gazeta Regional Agronegócio

Inovações para garantir a sustentabilidade na lavoura são destaques do Fórum Técnico do Irga


13/02/2020 - Fonte: Larissa Mamouna e Aline Cornely/AgroEffective

O presidente da Federação das Associações d e Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, abriu nesta quarta-feira (12), o Fórum Técnico da programação da 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que acontece até sexta-feira (14), na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), região de Pelotas (RS).

Abordando questões de fundamental importância para o setor, como sustentabilidade, tecnologia, inovações e sementes certificadas, entre outros, Velho destacou que o evento é um local de trabalho e profissionalismo. “Não é por acaso que reunimos soja, pecuária, armazenagem e pastagem com arroz. Estamos insistindo nesse sistema de produção, pois acreditamos que é o grande caminho para o produtor trazer renda ao seu negócio”, afirmou, complementando que desta forma reduzem as plantas invasoras e resistentes nas lavouras.

Palestrante do painel Sustentabilidade: tecnologias, inovações e desafios para a produção de arroz, a coordenadora da Estação Regional de Pesquisa do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Mara Grohs, defendeu a necessidade de valorização comercial do arroz. Conforme ela, o consumo vem decaindo e, atualmente, soma 34 quilos do cereal, ao ano, por pessoa. “Aquele saco de cinco quilos não se reinventa, trata-se do mesmo que era utilizado por meus avós para guardar documentos. Quando vamos comprar arroz na prateleira, exceto a diferença de cor, são todos iguais”, apontou.

Mara alertou que, cada vez mais, é maior a parcela da população que deseja saber a história do alimento que está consumindo. “Como o arroz foi produzido? Quais as práticas que foram empregadas? Porque essas informações não estão disponíveis nas embalagens? Por que estamos realizando o plantio direto, com menor emissão de gases, agroquímicos, baixa utilização de água, e isso não está escrito?”, provocou a coordenadora.

Para Mara, o setor está perdendo oportunidades. “Essa nova geração só vai permanecer na lavoura de arroz se nós traçarmos um caminho, um sistema sustentável social, financeiro e ambiental”, enfatizou, destacando que os produtores precisam melhor explorar e serem remunerados por essas questões.

 

Foto: Sérgio Pereira/Irga

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