Gazeta Regional Estado

HPS atende cinco feridos após tumulto no Palácio Piratini


26/11/2019 - Fonte: Correio do Povo

Dezenas de manifestantes ficaram feridos durante tentativa de invasão ao Palácio Piratini, na tarde desta terça-feira. Destes, cinco foram atendidos no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre – dentre eles a presidente do Cpers, Helenir Schürer, que realizou uma tomografia na cabeça para verificar ferimentos. Segundo a integrante do Comando de Greve do Cpers, Neiva Lazzarotto, os outros atingidos foram socorridos por colegas ainda na Praça da Matriz, onde ocorria o protesto da categoria desde o início da tarde.

Na avaliação dela a tentativa de invasão não teria acontecido se os grevistas fossem recebidos dentro do Piratini. “Se tivessem nos levado lá para dentro faríamos uma reunião no tempo que eles quisessem para receber o documento e nos darem uma resposta, então ele precipitou uma atitude inconsequente.” Ainda conforme Neiva, nenhum dos feridos encontra-se em estado grave de saúde. Segundo o governo do RS, dois policiais também ficaram feridos durante o confronto.

A tentativa de invasão ao Piratini ocorreu enquanto o Comando de Grave entregava um documento com reivindicações dos sindicalistas ao Chefe da Casa-Civil, Otomar Vivian. O Cpers se reunirá nesta quarta-feira para discutir o confronto. De acordo com Neiva, a categoria deve publicar, ainda hoje, uma nota sobre o ocorrido. 

Governo vê tentativa de invasão como “lamentável”

Já o governo do Estado, em nota oficial, afirmou repúdio a "lamentável" invasão ao Palácio Piratini. Disse que, conforme imagens de câmeras de segurança, os servidores derrubaram as grades instaladas em frente ao prédio. "O governo reitera a disposição em dialogar a respeito das propostas encaminhadas à Assembleia, como já vem fazendo desde o início do ano, quando visitou todas as entidades representativas de servidores. Além disso, o pacote de projetos foi apresentado individualmente a cada sindicato, antes mesmo do encaminhamento ao Legislativo", apontou o texto.

O governo afirma que "atitudes como esta" não ajudam a resolver os "problemas do Estado". "A reforma em curso não é contra ninguém. Ela é a favor do futuro de um Estado que convive há décadas com uma crise que assola não apenas os servidores, mas principalmente os 11 milhões de gaúchos que aqui vivem", conclui a nota. 

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