Saúde orienta sobre mamografia e expõe objetivos do Outubro Rosa


09/10/2017 - Fonte:

Os objetivos do Outubro Rosa e as diretrizes para prevenção do câncer de mama foram apresentados pelo secretário da Saúde, João Gabbardo dos Reis, aos 19 coordenadores regionais de Saúde, nesta sexta-feira (6). "O Outubro Rosa deveria focar no acesso à informação, na prevenção e no diagnóstico precoce, e não na mamografia. O exame representa diagnóstico, e não prevenção", ressaltou Gabbardo.

A mamografia  é indicada para mulheres assintomáticas de 50 a 69 anos, que devem realizar esse exame de rastreamento a cada dois anos, e para mulheres sintomáticas ou com histórico familiar de câncer de mama. De acordo com o secretário, essas recomendações são as preconizadas pela  Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer e seguem parâmetros internacionais de rastreamento.

Gabbardo explicou que, apesar do câncer de mama ter alta taxa de mortalidade, é preciso observar que o exame de mamografia não é preventivo, e um método de diagnóstico. "A prevenção primária se dá com a mudança de hábitos  de vida, como alimentação adequada, atividade física e a prática do aleitamento materno", afirmou.

Questionado sobre limitação de mamografias dentro do Sistema Único de Saúde, Gabbardo falou que os médicos continuam com autonomia total para prescrever os exames que considerarem necessários. "Nunca vai haver bloqueio de um exame solicitado por um médico", garantiu.

Na entrevista coletiva, o secretário também informou que não é mais aconselhado o autoexame da mama, pois estudos mostram que as mulheres descobrem tumores de forma casual, em situações cotidianas e não no autoexame. As mulheres devem estar atentas à presença de nódulos, especialmente os fixos e endurecidos, ou outras alterações na pele ou formato da mama.

O secretário ressaltou que é uma obrigação da gestão pública passar orientações oficiais. Por isso, reuniu hoje os 19 coordenadores regionais para apresentar a posição da SES sobre o Outubro Rosa, que será compartilhada com as secretarias municipais de Saúde.

Foto: Reprodução

Suicídio: Solução permanente para um problema temporário


01/10/2017 - Fonte:

Dr. João Batista Andrade*

 

O Rio Grande do Sul, terra que neste mês de setembro celebra mais um ano de independência e que, segundo o poeta, “é um lugar pra viver sem chorar”, infelizmente lidera o ranking nacional de suicídios. Dado este, que não nos traz orgulho e sim, muita dor e lágrimas. O que nós estamos fazendo para mudar esse quadro?

Altos índices de suicídio em várias regiões do mundo desencadearam a criação de programas e campanhas de conscientização à população, com o objetivo de combater esse mal, cujas vítimas não são apenas as pessoas que cometem o ato, mas também as pessoas próximas que, além da dor da perda, não raras vezes, sentem-se corresponsáveis pela morte do ente querido.

O Setembro Amarelo é um dos movimentos criados para dar visibilidade ao grito de socorro pela vida. Neste mês somos lembrados, de maneira mais intensificada, daquilo que precisamos colocar em prática todos os dias do ano: a valorização da vida. Para valorizar a vida, é necessário, em determinadas circunstâncias, contemplar e valorizar a dor, o sofrimento da outra pessoa. Ou seja, quando valorizamos  a vida , nos dispomos a ajudá-la  a procurar um meio de alívio ou de cura para os motivos que lhe tiram a vontade de viver, ao invés de julgá-la ou criticá-la.

Devemos nos lembrar que a pessoa que dá sinais dos seus planos de suicídio, está clamando por sinais que lhe ofereçam possibilidades de viver; que a pessoa que se suicida, no fundo não quer  morrer, mas  apenas matar a dor que a está corroendo por dentro.

Falar sobre suicídio ainda é um tabu. Muitas pessoas preferem evitar o assunto. No entanto, para preveni-lo, é necessário conhecer os motivos que o provocam, a fim de buscar os melhores instrumentos para combatê-lo.  Infelizmente há muitos mitos e julgamentos em relação às pessoas que se suicidam: são fracas; são egoístas (pensam apenas em exterminar suas dores, sem se importar com as pessoas que sofrem a sua morte), não têm fé, entre outros. Na realidade, a grande maioria dos suicídios está relacionada com transtornos mentais, como: depressão, bipolaridade, dependência química, esquizofrenia, transtorno de personalidade, baixa autoestima. Tais transtornos mentais podem ser causados por: abuso sexual, maus tratos, disfunção familiar, uso de substâncias psicoativas, ansiedade, stress, decepções, desemprego, situação social e econômica, isolamento, fatores genéticos, entre outros.

 

Maneiras que podem diminuir o risco de suicídio de um ente querido:

- Estar atento ao comportamento, fala, interação social;

- Estar disposto a ouvir, sem julgamentos, mesmo que sejam palavras difíceis de serem ouvidas;

- Fazer-se presente, procurando entender o que se passa com a pessoa que dá sinais de transtornos ou já foi diagnosticada com algum transtorno mental;

- Incentivar, insistir, acompanhar a pessoa em consultas ao psicólogo e psiquiatra;

- Entender e compreender a gravidade do momento que a pessoa está vivendo;

- Certificar-se que a pessoa está tomando os medicamentos corretamente, quando receitados pelo psiquiatra.

 

Como evitar o próprio suicídio?

- Dê tempo pra si mesmo. Faça uma promessa a si mesmo que você não cometerá suicídio por pelo menos 48 horas. O suicídio é uma solução permanente para um problema temporário e nas próximas 48 horas a melhor opção pode aparecer;

- Deixe a sua casa segura. Quando os pensamentos suicidas estiverem intensos, peça alguém para esconder objetos perigosos. Ou, se possível, passe alguns dias na casa de alguém.

- Não tente lidar com pensamentos e sentimentos suicidas sozinho. Converse com alguém de confiança. Se não tiver amigos ou familiares com quem possa conversar, há outras possibilidades. O CVV (Centro de Valorização da Vida) tem ajudado muitas pessoas. Ligue para 141 (Atende todo o Brasil) ou 188 (Atende todo o estado do RS). O Centro de Valorização da vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, gratuitamente.

- Procure ajuda profissional: Consulte um bom profissional da área da Psicologia e leve o tratamento à sério. Se necessário, ele irá encaminhá-lo também para um profissional da Psiquiatria, a fim de complementar o tratamento com medicamentos. Lembre-se: apenas tomar medicamentos não será suficiente para o seu progresso emocional. É necessário conversar sobre os motivos que geram os seus sentimentos e pensamentos suicidas.

- Passe tempo com pessoas que não são críticas;

- Faça uma lista: das coisas que você tem, das coisas que você ama; das coisas que você gosta de fazer, das pessoas que você poderá chamar quando estiver em um momento crítico.

É importante saber que você talvez nunca estará totalmente seguro quanto a não ter mais pensamentos suicidas. Para algumas pessoas eles desaparecem por completo, para outras esses pensamentos vêm e vão ao longo da vida. No entanto, é possível aprender a lidar com eles para poder viver uma vida feliz e saudável.

Seja protagonista da sua vida!

 

*Psicólogo (CRP 07/21124). Especialista em Mediação Familiar e Saúde Mental pela Universidade de Burgos na Espanha; Psicanálise, segundo Lacan; Sexologia; Dependência Química. Atende crianças, adolescentes, adultos, idosos e família. Contato: (51) 99729-602.

Campanha de Multivacinação acaba nesta sexta-feira


21/09/2017 - Fonte:

Esta sexta-feira (22) é o último dia da campanha de multivacinação 2017, promovida pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios. Até o final da tarde, postos de saúde de todo país estarão de portas abertas para atualizar as cadernetas de vacinação de cerca de 47 milhões de crianças e adolescentes. O alvo da campanha são crianças menores de cinco anos; crianças de nove anos e adolescentes de 10 a 15 anos incompletos.

Em Camaquã a Campanha é realizada na Secretaria Municipal da Saúde, Posto do Centro Social Urbano e Posto Telmo Marder (em frente ao Hospital). a vacinação pode ser feita no Centro Social Urbano das 11h às 16h30 e na Secretaria da Saúde e Posto Telmo Marder das 8h às 12h e 13h30 às 16h30.

Estimativa do Ministério da Saúde indica que mais da metade (53%) do público-alvo não está com calendário de vacinação completo. Com a mobilização, o Ministério da Saúde quis reforçar o acesso às vacinas, alertando estados e municípios sobre a importância de manter elevadas coberturas vacinais para evitar o reaparecimento de doenças já controladas ou mesmo eliminadas.

A recomendação é que sejam alcançados índices de acordo com a meta de cada imunobiológico. “O sucesso dessa política ao longo dos anos permitiu que no Brasil muitas doenças - como a varíola, o sarampo, rubéola e a pólio – fossem erradicadas”, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Nesses 12 dias de mobilização, 13 vacinas, para crianças, e oito, para adolescentes, estão à disposição da população. São 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde envolvidos nesta campanha. O Ministério da Saúde enviou 143,9 milhões de doses de vacina de rotina aos estados, além de 14,8 milhões de doses extras de 15 vacinas.

Foto: Reprodução

Campanha para colocar a vacinação em dia


15/09/2017 - Fonte:

Começou na segunda-feira (11), a Campanha Nacional de Multivacinação, que tem como alvo crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade. A ação ocorre até o dia 22 de setembro. A campanha tem como principal objetivo a revisão e a atualização das cadernetas de vacinação.

Em Camaquã a Campanha é realizada na Secretaria Municipal da Saúde, Posto do Centro Social Urbano e Posto Telmo Marder (em frente ao Hospital). O sábado (16) é o dia de Divulgação e Mobilização Nacional. Neste dia, o atendimento nos três locais de vacinação será das 8h às 17h sem fechar ao meio dia. Nos demais dias, a vacinação pode ser feita no Centro Social Urbano das 11h às 16h30 e na Secretaria da Saúde e Posto Telmo Marder das 8h às 12h e 13h30 às 16h30.

O Calendário Nacional de Vacinação prevê 14 vacinas para as crianças e cinco para os adolescentes. Por isso, a orientação da Secretaria Estadual da Saúde é que toda a população-alvo compareça aos serviços de saúde levando a caderneta de vacinação. Dessa forma, os profissionais avaliam se há alguma vacina que ainda não foi administrada ou se há doses que necessitam ser aplicadas para completar o esquema vacinal. Somente com todas as doses é possível garantir a máxima eficácia de proteção contra as doenças. Além disso, a estratégia visa a melhorar as coberturas vacinais e, assim, manter controladas, eliminadas ou erradicadas as doenças imunopreveníveis no Brasil.

Sobre a vacinação da pólio, que é uma das incluídas na estratégia, a Secretaria Estadual informa que não ocorre de forma indiscriminada para todas crianças menores de cinco anos. Ela estará disponível nas suas duas apresentações. A injetável deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de idade. Além dela, a criança necessita de outras duas doses de reforço, aos 15 meses e aos quatro anos de idade. Essas doses são feitas com a versão oral (gotinhas).

Foto: Divulgação

Campanha nacional de multivacinação começa nesta segunda


10/09/2017 - Fonte:

Começa nesta segunda-feira (11), a Campanha Nacional de Multivacinação, que vai ter como alvo crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade. A ação ocorre até o dia 22 de setembro. A campanha tem como principal objetivo a revisão e a atualização das cadernetas de vacinação.

No Rio Grande do Sul, mais de 2 milhões de pessoas fazem parte dessa faixa etária. Como a imunização será seletiva apenas para quem está com alguma dose pendente, não se trabalha com meta de cobertura. No dia 16 de setembro, a mobilização terá o seu Dia D, com a abertura extraordinária dos postos de Saúde para a aplicação das vacinas.

O Calendário Nacional de Vacinação prevê 14 vacinas para as crianças e cinco para os adolescentes. Por isso, a orientação da Secretaria da Saúde (SES) é que toda a população-alvo compareça aos serviços de saúde levando a caderneta de vacinação. Dessa forma, os profissionais avaliam se há alguma vacina que ainda não foi administrada ou se há doses que necessitam ser aplicadas para completar o esquema vacinal. Somente com todas as doses é possível garantir a máxima eficácia de proteção contra as doenças. Além disso, a estratégia visa a melhorar as coberturas vacinais e, assim, manter controladas, eliminadas ou erradicadas as doenças imunopreveníveis no Brasil.

Sobre a vacinação da pólio, que é uma das incluídas na estratégia, a SES informa que não ocorre de forma indiscriminada para todas crianças menores de cinco anos. Ela estará disponível nas suas duas apresentações. A injetável deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de idade. Além dela, a criança necessita de outras duas doses de reforço, aos 15 meses e aos quatro anos de idade. Essas doses são feitas com a versão oral (gotinhas). 

 

Vacinas para crianças menores de sete anos de idade

BCG (tuberculose)
Dose única ao nascer. Disponível para crianças menores de cinco anos não vacinadas.

Hepatite B
Administrar uma dose ao nascer, podendo ser administrada até um mês de idade em crianças não vacinadas. Para a criança maior de um mês de idade não vacinada, agendar a vacina penta para os dois meses de idade.

Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite)
Criança de dois meses a menor de sete anos de idade (seis anos, 11 meses e 29 dias) deverá iniciar e concluir o esquema básico com a vacina.
1ª dose aos dois meses
2ª dose aos quatro meses
3ª dose aos seis meses

Vacina Inativada Poliomielite (VIP) - injetável
Criança a partir de dois meses de idade a menor de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) deve receber três doses da vacina com intervalo de dois meses entre elas.
1ª dose aos dois meses
2ª dose aos quatro meses
3ª dose aos seis meses

Vacina Oral Poliomielite (VOP) - gotinhas
Criança a partir dos 15 meses a menor de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) deve receber:
- 1º reforço aos 15 meses;
- 2º reforço aos quatro anos.

Rotavírus
Criança com idade de um mês e 15 dias a três meses e 15 dias pode receber a primeira dose. Criança com idade de três meses e 15 dias a sete meses e 29 dias pode receber a segunda dose da vacina.
1ª dose aos dois meses
2ª dose aos quatro meses

Pneumocócica 10 valente
Criança a partir dos dois meses de idade deve receber duas doses da vacina com intervalo de 60 dias entre elas, e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias).
Criança que iniciou o esquema básico após seis meses de idade, considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses e completar o esquema até os 12 meses de idade. O reforço deve ser administrado após 12 meses de idade, preferencialmente, com intervalo mínimo de 60 dias após a última dose. Nesta situação, administrar a dose de reforço até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias).
Criança entre um e quatro anos de idade com esquema completo de duas ou três doses, mas sem a dose de reforço, administrar o reforço.
Criança entre um e quatro anos de idade, sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

Meningocócica C conjugada
Criança a partir dos três meses de idade deve receber duas doses da vacina com intervalo de 60 dias entre elas, e uma dose de reforço, preferencialmente aos 12 meses de idade, podendo ser administrada até os quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias). Intervalo entre as doses é de 60 dias, mínimo de 30 dias.
Criança que iniciou o esquema após cinco meses de idade deve completá-lo até 12 meses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses; administrar o reforço com intervalo mínimo de 60 dias após a última dose.
Criança entre um ano a quatro anos de idade com esquema completo de duas doses, mas sem a dose de reforço, administrar o reforço.
Criança entre um e quatro anos de idade, sem comprovação vacinal, administrar uma única dose.

Febre amarela
Criança a partir de nove meses de idade, residente ou viajante das áreas com recomendação de vacinação ou com recomendação temporária de vacinação, não vacinada ou sem comprovante de vacinação:
- Administrar uma dose única da vacina (considerar vacinada pelo resto da vida).
Criança indígena, independente da área onde reside, não vacinada ou sem comprovante de vacinação:
- Administrar uma dose única da vacina (considerar vacinada pelo resto da vida).
Particularidades devem ser atendidas conforme Nota Informativa 94/2017.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) 
Criança deve receber a primeira dose da vacina aos 12 meses de idade e agendar para os 15 meses de idade a tetra viral ou tríplice viral mais varicela (atenuada), conforme a disponibilidade da vacina.
Manter intervalo mínimo de 30 dias entre as doses para as crianças que chegarem aos serviços após 14 meses de idade.
Criança maior de 15 meses de idade sem nenhuma dose deve receber a primeira dose e agendar a segunda, obedecendo o intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Tetra viral ou tríplice viral + varicela (atenuada)
Criança deverá receber uma dose da vacina tetra viral entre 15 meses e quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) desde que já tenha recebido a primeira dose da vacina tríplice viral.
Na indisponibilidade da vacina tetra viral, administrar simultaneamente a segunda dose de tríplice viral e uma dose de vacina varicela (atenuada).

DTP (difteria, tétano e coqueluche)
Criança a partir dos 15 meses de idade a menor de sete anos de idade (seis anos, 11 meses e 29 dias) deve receber dois reforços:
- 1º reforço aos 15 meses;
- 2º reforço aos quatro anos.
Criança a partir de 15 meses e menor de sete anos de idade, sem dose de reforço, administrar o primeiro reforço, e agendar o segundo reforço. Atentar para o intervalo de seis meses entre as doses.
Criança com seis anos sem nenhuma dose de reforço, administrar o primeiro reforço. Na impossibilidade de manter o intervalo de seis meses entre as doses de reforço, agendar para 10 anos após esse primeiro reforço. Nesse caso, essas crianças ficam liberadas do segundo reforço da DTP.
Na indisponibilidade da vacina DTP, como reforço administrar a vacina penta.

Hepatite A
Criança de 15 meses a 23 meses de idade devem receber uma dose da vacina.
Crianças de dois anos a quatro anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias) devem receber uma dose da vacina caso tenham perdido a oportunidade de serem vacinadas anteriormente.

Varicela
Criança indígena deve receber uma dose aos quatro anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias). Corresponde à segunda dose da vacina varicela, considerando a dose de tetra viral aos 15 meses.

 

Vacinas para crianças a partir dos sete anos e adolescentes menores de 15 anos de idade

Hepatite B
Criança e adolescente não vacinada com a vacina hepatite B ou com a penta e adolescente sem comprovação vacinal:
- Deve receber três doses da vacina hepatite B com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose (zero, um e seis meses).
Criança e adolescente com esquema vacinal incompleto:
- Não necessita reiniciar o esquema, apenas completá-lo conforme situação encontrada.
Gestante adolescente não vacinada ou com esquema incompleto deve ser vacinada com a vacina hepatite B de acordo com a situação vacinal, iniciando, ou completando o esquema. A vacina pode ser administrada a partir da comprovação da gravidez, em qualquer idade gestacional.

Febre amarela
Criança ou adolescentes a partir de sete anos de idade, residente ou viajante das áreas com recomendação de vacinação ou com recomendação temporária de vacinação, não vacinada ou sem comprovante de vacinação:
- Administrar uma dose única da vacina (considerar vacinada pelo resto da vida).
Criança ou adolescente indígena, a partir de sete anos de idade, independente da área onde reside, não vacinada ou sem comprovante de vacinação:
- Administrar uma dose única da vacina (considerar vacinada pelo resto da vida).
Particularidades devem ser atendidas conforme Nota Informativa 94/2017.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) 
Criança ou adolescente que comprovar duas doses da vacina tríplice viral ou duas doses de tetra viral ou uma dose de tríplice viral + uma de tetra viral deve ser considerado vacinado.
Criança ou adolescente não vacinado ou com esquema incompleto, deve ser vacinado com a vacina tríplice viral conforme situação encontrada, considerando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Esta vacina é contraindicada para gestantes.

Vacina dT (difteria e tétano)
Criança a partir de sete anos de idade ou adolescente não vacinado ou sem comprovação vacinal para difteria e tétano, administrar três doses com intervalo de 60 dias entre elas, mínimo de 30 dias.
Criança ou adolescente com esquema incompleto para difteria e tétano, completar esquema de três doses, considerando as doses anteriores, com intervalo de 60 dias entre elas, mínimo de 30 dias.
Na gestante, a vacina dupla adulto (dT) pode ser administrada a partir da comprovação da gravidez, em qualquer período gestacional. Completar o esquema vacinal, preferencialmente até 20 dias antes da data provável do parto.
Verificar o período da gestação e indicação da vacina dTpa, considerando que toda gestante deve receber pelo menos uma dose de dTpa durante a gestação.

Tríplice Bacteriana Adulto - dTpa (difteria, tétano e coqueluche)
Gestante a partir da vigésima semana (20a), preferencialmente, administrar a vacina dTpa até 20 dias antes da data provável do parto, considerando o histórico vacinal de difteria, tétano (dT).
Para aquelas que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação, administrar uma dose de dTpa no puerpério, o mais precocemente possível.

Meningocócica C conjugada
Adolescente de 12 a 13 anos, administrar dose única.

HPV
Sexo feminino
Nas meninas de nove anos e nas adolescentes de 10 à 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias) de idade, administrar duas doses, com intervalo de seis meses entre elas (zero e seis meses).
Esta vacina está contraindicada para GESTANTE.
Meninas que receberam a D1 e não completaram o esquema vacinal, mesmo após o período de seis meses, devem receber a D2 .
Meninas que receberam a D2 com menos de seis meses após terem recebido a D1, devem receber uma terceira dose para completar o esquema, visto que a resposta imune está comprometida pelo espaço de tempo entre a primeira e a segunda dose.
Não administrar D1 para adolescentes maiores de 14 anos, 11 meses e 29 dias (15 anos). Para meninas a partir 15 anos, só deverá ser completado esquema vacinal (D2).
Meninas que já completaram o esquema vacinal com a vacina bivalente não devem ser revacinadas.
Nas meninas de nove anos e nas adolescentes de 10 a 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias), vivendo com HIV/Aids, transplantadas e oncológicas em uso de quimioterapia e radioterapia, administrar três doses com intervalo de dois meses entre a primeira e a segunda dose e seis meses entre a primeira e a terceira dose (esquema zero, dois e seis meses). Para a vacinação desse grupo, mantém-se a necessidade de prescrição médica.

Sexo masculino
Nos adolescentes de 11 à 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias) de idade, administrar duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.
Meninos que receberam a D1 e não completaram o esquema vacinal, mesmo após o período de seis meses, devem receber a D2.
Meninos que receberam a D2 com menos de seis meses após terem recebido a D1, devem receber uma terceira dose para completar o esquema, visto que a resposta imune está comprometida pelo espaço de tempo entre a primeira e a segunda dose.
Não administrar D1 para meninos maiores de 14 anos, 11 meses e 29 dias (15 anos). 
Para meninos a partir de 15 anos, só deverá ser completado esquema vacinal (D2).
Nos meninos de nove anos e nos adolescentes de 10 à 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias), vivendo com HIV/Aids, transplantados e oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia, administrar três doses com intervalo de dois meses entre a primeira e a segunda dose e seis meses entre a primeira e a terceira dose (esquema zero, dois e seis meses). Para a vacinação desse grupo, mantém-se a necessidade de prescrição médica.

Varicela
Criança ou adolescente indígena a partir dos cinco anos de idade não vacinado ou sem comprovação vacinal deve receber uma dose ou duas doses de vacina varicela (atenuada) a depender do laboratório produtor.

Foto:Divulgação

Leite materno: O melhor alimento nos primeiros meses de vida


03/09/2017 - Fonte:

O aleitamento materno é defendido por especialistas há bastante tempo como a mais adequada e saudável dieta para os bebês. E há um período em que esta deve ser a única alimentação. “Durante os primeiros seis meses, o bebê deve receber, exclusivamente o leite materno”, orienta o médico pediatra Ênio Luiz Salgado Ribeiro, alertando que a introdução de outros alimentos para o bebê, deve iniciar após o sexto mês de vida.

O médico explica que nenhum alimento traria ao bebê alguma vantagem para o seu desenvolvimento, como o leite materno, nos seis primeiros meses de vida. “Ainda mais que neste período, o organismo do bebê carece de condições para processar e digerir adequadamente outros alimentos”, justifica.

Há exceções na alimentação, nos casos em que a amamentação não possa ser efetivada a contento, como por exemplo, naquelas mães que não conseguem uma produção suficiente de leite, para suprir as necessidades do bebê, ou que em virtude de alguma patologia estejam impossibilitadas de amamentar. “Nestes casos, estão indicados o uso de fórmulas lácteas, apropriadas para este período” poderá o conhecido Dr. Êninho.

No sexto mês é indicada a iniciação da alimentação, com introdução de papa de frutas pela manhã e/ou tarde (mamão, maçã, pera, banana, laranja-do-céu), e também no horário do almoço, uma papa de legumes, que devem ser bem cozidos (dois ou três tipos), sem adição de sal, e após amassados, sem usar o liquidificador. “Com o passar do tempo, introduzimos outras frutas, além do caldo de feijão, gema de ovo, etc, e a papa de legumes, passa a ser oferecida também no horário da janta”, orienta o médico.

Dr. Êninho ainda faz uma reflexão sobre a relação mãe e filho e os benefícios do aleitamento materno: “O aleitamento materno, é, sem sombra de dúvida, para a mãe, e para o bebê, o coroamento da relação mais importante e amorosa, que o ser humano é capaz de vivenciar. Se não bastasse, esse vínculo mágico que se estabelece entre os dois, o bebê recebe através do leite materno, uma capacidade única de enfrentar, durante toda a vida, as infecções, e outras dificuldades. Do ponto de vista nutricional, ele é um alimento completo, ajustado para suprir, de uma maneira única, as necessidades que o bebê apresenta para o seu desenvolvimento sadio. Do ponto de vista de segurança, ele é uma verdadeira vacina, contendo além dos nutrientes, os anticorpos, e os estímulos celulares, para o organismo do bebê desenvolver uma microbiota mais adequada e protetora. E finalmente, do ponto de vista emocional, ele permite ao bebê, e principalmente à mãe, a vivência de momentos mágicos de integração, e de amor”. 

Foto: Reprodução

Uma atenção às famílias que convivem com a dependência química


03/09/2017 - Fonte:

A realidade do álcool e das drogas, muitas vezes é devastadora para as famílias que, na maioria das vezes, não sabe lidar com as difíceis situações impostas pela dependência química. Para dar um suporte às famílias que enfrentam esta realidade, o Grupo Luz e Vida, formado por quatro casais voluntários, realiza encontros oferecendo, principalmente, um acolhimento.

O Grupo tem um ano e três meses de trabalho. “Camaquã não tinha um grupo de apoio para estas famílias. Fui atrás, busquei treinamento e convidei os casais. É um trabalho voluntário de amor e paz”, conta Lauro Nunes, um dos voluntários e idealizador do grupo. Há 18 anos ele trabalha encaminhando dependentes para tratamento com internações, mas sentia que falta um suporte para as famílias. “Nós trabalhamos com a família que é quem sofre. Preparamos a família para a internação e também para receber este dependente na sua volta para casa”, explica.

É um trabalho de orientação para lidar com esta realidade, mas, sobretudo, de ajuda psicológica e espiritual. “Estamos lá de braços abertos esperando os familiares que precisam de orientação e também fizemos um trabalho de prevenção nas escolas”, conta a voluntária Vera Brandeburski.

Eles alertam que a dependência química, diferente do que muitas pessoas pensam, é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como uma doença crônica, que não tem cura, mas que tem tratamento se o dependente é bem orientado, assim como a família que está ao seu redor.

A grupo recebe as pessoas que precisam de ajuda aos sábados, às 14h, em um espaço da Congregação Ágape, na rua Walter Kess, 469. No entanto, destacam que os encontros não tem ligação com nenhuma religião, é apenas um espaço cedido.

Foto: Ilustrativa/Reprodução

Saúde amplia vacinação de HPV para homens e mulheres até 26 anos


18/08/2017 - Fonte:

Homens e mulheres, entre 15 e 26 anos, também poderão receber a vacina de HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem caráter temporário e foi aprovada nesta quinta-feira (17), em Brasília (DF), durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), composta por representantes do governo federal, estados e municípios. A iniciativa, válida a partir desta sexta-feira (18), será para os municípios que ainda tenham vacinas em estoque, com prazo de validade até setembro de 2017. Com o fim dos estoques a vencer, a orientação do Ministério da Saúde é que a vacina continue sendo administrada apenas no público-alvo (9 a 15 anos).

A iniciativa tem como objetivo evitar um possível desperdício de doses que permaneçam nos estoques dos municípios. “Temos realizado, anualmente, campanhas de divulgação na mídia sobre a importância da vacina HPV e vários materiais educativos foram elaborados com esse objetivo. Apesar de todos esses esforços, no entanto, as coberturas vacinais continuam abaixo da meta preconizada de 80%. Isso se dá porque a vacinação na adolescência tem uma série de dificuldades, como a resistência desse grupo etário de buscar uma unidade de saúde, especialmente para vacinar-se e o baixo conhecimento sobre a importância da vacinação”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Para a faixa etária de 15 a 26 anos, a orientação do Ministério da Saúde é o esquema vacinal com três doses, com intervalo de zero, dois e seis meses. As pessoas que tomarem a primeira dose neste período, excepcionalmente, terão as duas doses subsequentes garantidas no SUS. A recomendação é que os municípios utilizem as vacinas com prazos de validade a expirar até que durem esses estoques, evitando as perdas e dando a oportunidade para que essas outras faixas etárias possam usufruir dos benefícios proporcionados pela vacina.

O Ministério da Saúde repassa mensalmente as vacinas aos estados, conforme solicitação local. Os estados, por sua vez, são responsáveis por distribuir as doses aos municípios para garantir a vacinação da população. Cabe ressaltar que o Ministério da Saúde recebe vacinas e medicamentos com o máximo de seis meses de fabricação. Vale destacar ainda que, do estoque nacional, nenhum lote tem vencimento para este ano.

VACINAÇÃO DE ROTINA – A rotina de uso desta vacina no público-alvo, que é para meninos na faixa etária de 11 a 13 anos e meninas de 9 a 14 anos, deve ser mantida com duas doses, sendo aplicada com intervalo de seis meses entre elas. A vacina HPV Quadrivalente é segura, eficaz e é a principal forma de prevenção contra o aparecimento do câncer do colo de útero, 4ª maior causa de morte entre as mulheres no Brasil. Nos homens protege contra os cânceres de pênis, orofaringe e ânus. Além disso, previne mais de 98% das verrugas genitais, doença estigmatizante e de difícil tratamento.

“É importante que os municípios continuem realizado todos os esforços de realizar estratégias de vacinação visando a meta de 80% para os grupos alvos definidos para receberem a vacina HPV, que são os meninos de 11 a 14 anos, meninas de 9 a 14 anos, homens e mulheres de 9 a 26 anos, vivendo com HIV/Aids”, ressalta a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunização (PNI), Ana Goretti Maranhão.

Também fazem parte do público-alvo da vacina os transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos de 9 a 26 anos. Os serviços que atendem essa população devem ofertar a vacina HPV na rotina de trabalho.

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Uso de anticoncepcionais merece cuidado


30/07/2017 - Fonte:

Não é de hoje que as mulheres usam anticoncepcionais como forma de evitar gravidez, no entanto, o consumo precisa ser muito bem orientado por médico, já que o uso indiscriminado oferece vários riscos à saúde.

“Os riscos de uso de anticoncepcional sem orientação médica são as complicações decorrentes da composição e dose inadequadas para aquela paciente que usa. Existem várias dosagens e composições e outras apresentações e alternativas, além dos comprimidos, de acordo com as características de cada pessoa”, alerta a Dra. Maria Cristina Tomkowski, especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Febrago.

Há casos que merecem atenção ainda mais especial. “Os riscos podem ser maiores em mulheres com varizes, enxaqueca, fumantes, obesas, acima dos 30 anos, hipertensas, que façam uso de anticonvulsivantes, entre outras, as quais devem, regularmente, não só estar com seus exames em dia, como também evitar fazer uso de qualquer método contraceptivo sem orientação de médico”, destaca Maria Cristina.

Os anticoncepcionais hormonais são excelentes também no tratamento e prevenção de várias patologias. E nada tem a ver o tempo de uso ou o tipo utilizado na dificuldade em ter filhos ou idade da menopausa. “Cada vez mais, os métodos anticoncepcionais são estudados, aperfeiçoados e individualizados para a melhor qualidade de vida das pacientes. Além do medicamento oral, existem outras vias de administração de anticoncepcional, como o anel vaginal, por exemplo, para as mulheres com contraindicações à via oral, além dos injetáveis, implantes e adesivos, geralmente são tão eficazes quanto os outros métodos. Por tudo isso, vale a pena se informar adequadamente e fazer uso do que é mais apropriado para si”, ressalta a médica, ressaltando ainda que é fundamental a preservação das doenças sexualmente transmissíveis que, com exceção do preservativo e não em 100% dos casos, os métodos anticoncepcionais não previnem.

 

A pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte ou de emergência é uma alternativa como o próprio nome diz, utilizada somente em situações eventuais de relação sexual sem proteção, quando outro método contraceptivo não esteja sendo utilizado. “Jamais deve ser usada rotineiramente por ser alta dose hormonal e também por poder falhar em evitar gravidez em alguns casos”, alerta a médica.

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Estado se mobiliza para ampliar vacinação contra HPV


13/07/2017 - Fonte:

Aumentar a cobertura vacinal contra o papiloma vírus humano (HPV) é o principal objetivo da mobilização que começou na quarta-feira (12), em todo o Rio Grande do Sul. A meta é imunizar de 600 a 700 mil adolescentes com a vacina que é destinada a meninas entre 9 a 14 anos e meninos na faixa etária de 11 a 14 anos. A cobertura vacinal é considerada muito baixa no estado, onde 60% das meninas fizeram a primeira dose e 40%, a segunda dose. Entre os meninos, a procura foi menor ainda. Apenas 6% receberam a primeira dose da vacina.

O secretário da Saúde, João Gabbardo dos Reis, informa que  a vacina contra o HPV está disponível em todas as Unidades de Saúde e municípios gaúchos, durante o ano todo. De acordo com Gabbardo, a vacina assegura a  proteção efetiva contra o HPV e, em consequência, diminui a incidência de câncer entre esta população no futuro. "Nosso objetivo é assegurar, entre os jovens vacinados hoje, uma menor incidência de câncer nos próximos 10, 20 e 30 anos", afirma.

Os jovens precisam tomar duas doses da vacina quadrivalente, com um intervalo de seis meses entre as doses, para ficarem protegidos contra os quatro tipos mais comuns do vírus. A vacina contra o HPV contribui para redução da incidência do câncer de colo de útero e vulva nas mulheres e também previne câncer de pênis, ânus, verrugas genitais, boca e orofaringe.

Mais informações sobre o tema podem ser conferidas no vídeo abaixo, gravado com o secretário João Gabbardo dos Reis. Em formato de perguntas e respostas, o secretário esclarece as principais dúvidas de pais e adolescentes sobre o vírus, formas de transmissão, prevenção e importância da vacina contra o HPV.

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