Gazeta Regional Teófilo

O que é a Quaresma?


23/02/2018 -

Chamamos Quaresma ao período de quarenta dias (quadragesima) dedicado à preparação da Páscoa. Desde o século IV manifesta-se a tendência para a apresentar como tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência.

“Todos os anos, pelos quarenta dias da Grande Quaresma, a Igreja une-se ao mistério de Jesus no deserto”(Catecismo da Igreja Católica, 540). Ao propor aos seus fiéis o exemplo de Cristo que se retira para o deserto, prepara-se para a celebração das solenidades pascais, com a purificação do coração, uma prática perfeita da vida cristã e uma atitude penitencial.

A Quaresma começa na quarta-feira de Cinzas e termina imediatamente antes da Missa Vespertina in Coena Domini (quinta-feira Santa). “Os dias e tempos de penitência na Igreja universal são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma.” (Código de Direito Canônico, 1250)

Estes tempos são particularmente apropriados para os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras caritativas e missionárias). Catecismo da Igreja Católica, 1438

Lembrando o dia em que Jesus Cristo morreu, “Guarde-se a abstinência de carne ou de outro alimento segundo as determinações da Conferência episcopal, todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.” (Código de Direito Canônico, 1251).

Foto: Divulgação

A verdadeira alegria do Carnaval


19/02/2018 -

Em meio à vibração do desfile e dos enredos, nossas raízes se tornam evidentes, revelando – em uma miscelânea de cores, contos e olhares – realidades que expressam as particularidades de nossa construção cultural enquanto povo e nação. Nesse evento, percebe-se, como que em um mosaico, o rosto de índios, escravos, brancos e caboclos em uma belíssima mistura que dá ao brasileiro o tom e a alegria que o faz “brilhar” no cenário dos povos. O carnaval é a celebração ápice de nossa cultura – mesmo não sendo genuinamente nossa –, é a festa que nos acrescenta visibilidade diante de todo o mundo!

A história tem revelado que um povo sem o hábito de celebrar sua cultura perde sua identidade. Contudo, em meio à beleza dos sons, confetes e serpentinas, que fazem parte dessa celebração, todo indivíduo tem a sincera missão de resgatar continuamente o real sentido e essência do que celebra.

Verdadeiros elementos do carnaval

Em uma sociedade que procura, a todo custo, fabricar motivos para alcançar novos lucros, faz-se necessário questionar quais são os verdadeiros elementos que, de fato, são integrantes da história do que festejamos. É claro que tal raciocínio poderá não agradar aos donos de cervejarias e aos distribuidores de “pedras mágicas” e entorpecentes, mas poderá muito nos acrescentar em vida e saúde, educando-nos para um sóbrio exercício de nossa alegria.

Nosso carnaval deveria ser expressão de festividade e alegria. No entanto, as estatísticas revelam não só uma celebração, mas também números exorbitantes de acidentes e tragédias, na maioria das vezes, impulsionados pelo efeito do álcool e das drogas.

Não existe conexão entre alegria e destruição

A melhor forma de “extravasar-se” diante das dificuldades e tensões não é tornar a vida mais caótica. Nossas festividades precisam se tornar um palco no qual a vida apresente belíssimos espetáculos de arte e sensibilidade, e não, em histórias de sofrimento e tragédia (muitas vezes orquestradas pelo excesso de álcool e pelo uso de drogas), com isso aumentando as estatísticas de irresponsabilidade e destruição. Nosso povo precisa ser alegre sim, mas nada dominado por vícios e por um cenário de autodestruição; o que não combina com uma verdadeira alegria.

Vivamos, pois, bem e com uma verdadeira alegria esse momento “tão nosso”. No trânsito, nos relacionamentos e na avenida, pulemos manifestando nossa verdadeira identidade e espontaneidade, mostrando que somos apaixonados pela vida e sabemos encarar a dureza dos dias – como em um “belo drible” – com a sinceridade e a leveza de sermos eternos aprendizes.

(Colaboração: Pe. Adriano Zandoná)

Estiagem preocupante


06/02/2018 -

A falta de uma boa chuva está deixando produtores e criadores da região Centro-Sul muito apreensivos. Na cultura do Tabaco, quem plantou de meados de setembro em diante já  calcula perdas de em torno de 50% na safra. Arroz com previsão de água por uns 20 dias, sendo que ainda precisa de mais de 45 para completar o ciclo. O soja, visto na divisa de Cristal e Canguçu já apresenta folhas secas, com difícil recuperação, sendo que está em estágio de granação. Os campos, a maioria estão com os pastos secos e com falta de água para o gado e as ovelhas beberem. E, para completar, até o Carnaval não há previsão de chuvas consideráveis, as quais seriam de , pelo menos 100mm para dar uma amenizada na situação.

Preparação para Batismo

Atenção dia 22/02/2018 ocorrerá o curso de Batismo na Paróquia São João Paulo II. 
Interessados devem fazer sua inscrição na Secretaria da Paróquia, horário de atendimento das 14:00 às 17:00 de segunda a sexta-feira.
Documentos necessários para a inscrição:
* Certidão de nascimento 
* Nome completo dos padrinhos. 

COLUNISTA

Teófilo Slawski

Radialista e correspondente da Gazeta Regional em Chuvisca