Gazeta Regional Catullo Fernandes

Quatro instituições são atendidas no projeto “Leituras de Natal”


10/01/2018 -

A Criarte Marketing & Eventos em parceria com empresas locais idealizou o projeto sociocultural “Leituras de Natal”, visando levar um programa de leitura para os bairros da cidade. A iniciativa proporcionou a entrega de 200 revistas ilustradas “Lessinha e seus amigos”, de autoria do escritor Catullo Fernandes, com desenhos do artista plástico Caiaque, além de outros livros do autor totalizando 300 exemplares doados em forma de presente de Natal.

Foram visitadas quatro instituições que atenderam o chamado e realizaram atividades para receber o projeto. No CRAS Getúlio Vargas o autor foi recebido pela coordenadora Clair Rodrigues e pela Orquestra de Câmara Getúlio Vargas. Também foram atendidas as crianças da AB Injuv, que tem Maria Dulce Oliveira na coordenação, e os outros dois Centros de Referência mantidos pela Prefeitura: o CRAS Cônego Walter, coordenado por Édina Maria da Silva Becker e o CRAS Bom Sucesso, coordenado por Mara Lúcia Pagani.

Nos quatro encontros, o escritor e diretor da Criarte, esteve acompanhado da artesã e contadora de histórias Guel Fernandes. As empresas que aderiram à proposta foram: Fortral Ltda, HT Nutri, Farmácia Portão - Rede Associadas, Agropecuária Rancho King Ltda, AUD, Supermercados Macla, Sindicato dos Comerciários, Associação dos Aposentados e Pensionistas de Camaquã, e Bar e Lancheria Soni.

 

A leitura muda tudo!

Em tempos de tecnologia, onde tablets, smartphones e a rede facebook dominam o cenário, inclusive o do universo infantil, seria visto até com surpresa um projeto de leitura ter tanta receptividade. Mas contrariando a lógica do momento, quatro instituições vivenciaram com entusiasmo o encontro com a leitura as vésperas do Natal, através deste projeto da Criarte em parceria com empresas locais.

Na AB Injuv e nos três Centros de Referência mantidos pela Prefeitura: CRAS Getúlio Vargas, CRAS Cônego Walter e CRAS Bom Sucesso, a história se repetia. Crianças atentas e participativas interagindo com a revista ilustrada “Lessinha e seus amigos”. As fotos ilustram com precisão o interesse da criançada proporcionado pelo projeto “Leituras de Natal”. Ler ainda desperta muita emoção nas crianças, e continua sendo uma grande ferramenta visando um mundo melhor através da educação e cultura.

Foto: Guel Fernandes

“O Quinto Elemento” revela a magia da dança através da poesia


07/12/2017 -

Foi uma noite memorável. Com o Teatro do Sesc totalmente lotado o Movimente Espaço Criativo realizou na noite de 02, o encerramento das atividades de sua escola de dança. O espetáculo“O Quinto Elemento” encantou a plateia abordando todo o mistério dos quatro elementos: água, terra, fogo e ar.

As coreografias eram intercaladas, com textos poéticos do escritor Catullo Fernandes, tendo como narrador o professor, dançarino e poeta Leandro Barbosa. O roteiro vem assinado pela professora e coreógrafa Daiane Ávila, que também protagonizou um número de extrema plasticidade mostrando sua alta performance como dançarina.

O espetáculo, que se apoia em belas imagens exibidas no telão, tem um início impactante onde o caos e a escuridão dominam o cenário. A cada novo número um mundo de cor e cordialidade vai se desenhando revelando a força do ser humano em sua busca pelo quinto elemento.

A coreografia da Luz traz a simplicidade das meninas da escola que integram a Turma Teen, abrindo caminho para o elemento Terra, com uma saudação ao sol através do grupo feminino de Yoga, além de uma definição sobre os quatro elementos revelada pela Turma de Dança Criativa.

Na sequência a coreografia Ar é mostrada pela Turma Dance Kids numa exibição de muita plasticidade, que tem continuidade com o número Água pela Turma Dance Teen. O elemento Fogo se acendeu com as sensuais protagonistas da dança do ventre, coordenadas pela professora e dançarina Fabíola Coelho, que também mostrou no palco toda sua beleza e versatilidade.

A dança dos elementos com uma bela coreografia apresentada pelo grupo de idosos do CRAS Tempo de Viver, de Sentinela do Sul, foi um dos momentos que mais emocionou a plateia. O roteiro se encerra com a busca do quinto elemento, com uma coreografia conduzida pela professora Daiane Ávila, que mais uma vez entra em cena para propor uma reflexão sobre a descoberta desta quinta essência, que está dentro de cada ser humano.

Em meio às coreografias sobre os quatro elementos houve a participação especial do jovem Júlio César dos Santos mostrando sua habilidade no street dance e na dança de abertura do espetáculo. O casal de bailarinos Gislene Rosa e Rodrigo Vargas, de Porto Alegre e Gramado respectivamente, simplesmente deu um show de técnica e sensualidade, nos números de bolero e tango. Foram momentos de encantamento onde o público correspondia aplaudindo a cada novo número.

No final a professora Daiane Ávila fez um agradecimento especial ao público, e em particular aos pais e familiares dos alunos que prestigiaram o espetáculo. O Quinto Elemento entra para a história cultural da cidade como o primeiro trabalho genuinamente camaquense exibido em um palco reunindo artistas profissionais e iniciantes das mais diferentes idades.

 

A dança de Daiane

A professora e coreógrafa Daiane Ávila (foto), diretora da Movimente Espaço Criativo, assinou o roteiro do espetáculo “O Quinto Elemento”, que mescla acima de tudo a arte da dança e da poesia. Uma obra de imensa qualidade, que merece ser exibida nos palcos de outras cidades.

Aliada a produção textual sua plasticidade na condição de dançarina encantou a todos. Resumindo - uma artista de alto nível pronta para voos maiores. Independente dos ‘tombos’ que a vida nos apresenta, mesmo àqueles no palco, como diz a canção “levantar é preciso”, ainda mais levantar-se com tamanha desenvoltura, levando grande plateia a acreditar que a queda fazia parte do script.

Em sua página no facebook ela escreveu:Há uma frase que tem sido o meu lema há anos: “quem perde o telhado, ganha as estrelas”. É através desta constelação de artistas e conexões, que eu tenho visto o céu de uma forma mais intensa, mais espiritual e muito maior. É pra lá que eu vou... voar cada vez mais alto!
O céu é o limite e sempre será!

Fotos: Divulgação

Violonista camaquense morre em Caxias do Sul


23/07/2017 -

O jovem e talentoso músico camaquense Daniel Lopes de Barros, 31 anos, faleceu no dia 14 de julho, em Caxias do Sul, vitimado por um câncer no pulmão. Neto do tradicionalista e comunicador Bonifácio Barros, que recentemente completou 80 anos, o violonista era filho do cantor Daniel Barros e de Suzana Lopes Cristiano, além de ser sobrinho do poeta Bira Lopes, e ter contado com a amizade franca do padrasto João Carlos Cristiano.

Natural de Camaquã, onde nasceu em 03 de novembro de 1985, ele estudou na escola São João Batista e no Colégio Sete de Setembro, e nesta época descobriu o violão. Muito humilde e dedicado ele sempre falava com carinho de seus professores Álvaro Santestevan, Adoiles Pacheco, Joãozinho Índio e Daniel Sá.

Embora com pouca idade começou cedo a dar aulas do instrumento, e teve muitos alunos em Camaquã, Farroupilha e Caxias do Sul, onde formou-se em Administração. Em sua trajetória integrou vários grupos nativistas, e conquistou inúmeras premiações em concursos de violão, representando o CTG Camaquã, os Guapos e o CTG Sentinela Farroupilha.

Com o irmão Maurício Lopes de Barros formou uma dupla nativista apresentando-se em diversos eventos, e durante sete anos tocaram no Paiol Espaço Nativo, em Caxias do Sul. No ano passado esteve no programa Sr. Brasil da TV Cultura (SP), apresentado pelo ícone da cultura brasileira Rolando Boldrin. Na oportunidade juntamente com os músicos Rafael De Boni (acordeon) e Airton Lima (baixolão), ele acompanhou seu pai o cantor Daniel Barros.

Atualmente, Daniel trabalhava na condição de funcionário público na prefeitura de Farroupilha. Na Casa da Criança ele atuava como professor de música ensinando crianças e adolescentes a tocar vários instrumentos musicais. Ele parte deixando a esposa Vanessa Novaski e o pequeno Otávio Novaski de Barros.  Um violão que silencia no momento em que o jovem pai mostrava os primeiros acordes para o filho que tanto sonhara ter.

Foto: Divulgação

Ballet Studio Deise Lemos shows e aulas de dança


06/07/2017 -

O Cine Teatro Coliseu foi palco na noite de 28 de junho, de um lindo espetáculo de dança, dentro do projeto “Santo de casa faz cultura”, com realização da Secretária Municipal da Cultura, Turismo, Lazer, Desporto e Juventude. O show “Dança Ballet Studio Deise Lemos” reuniu as alunas de 02 a 20 anos, que se apresentaram dançando músicas clássicas e jazz. O estúdio também participou do jantar-baile dos 45 anos da APAE realizado na noite de 1 de julho, no Clube Camaquense.

O evento no Coliseu contou ainda com a participação especial do cantor e dançarino Ivo Lemos, os intérpretes e músicos Natan Lemos e Enio Junior, com um repertório mesclando MPB, reggae e sertanejo. No encerramento a bailarina e professora Deise Goris Lemos (foto) mostrou toda sua versatilidade dançando samba na ponta pé. As aulas no Ballet Studio, com turnos na manhã, tarde e noite ocorrem de segunda a quinta-feira, no Colégio Contemporâneo. Contatos pelo fone 9955. 22313.

Foto: Divulgação/GR

 

Os 25 anos da fogueira gigante


23/06/2017 -

A festa dedicada ao padroeiro São João, com organização da Prefeitura Municipal, teve início em 1992, idealizada pelo prefeito José Cândido de Godoy Netto, que inclusive mandou vir técnicos de São Paulo para construir a primeira fogueira gigante do município, que media cerca de 30 metros de altura. Poucos dias antes da festa, Camaquã foi assolada por uma grande enchente, e a repercussão com os gastos do evento ganhou editorial na Zero Hora com o título “A fogueira das vaidades”. A manchete, no entanto, só serviu para promover a festa, que foi um sucesso de público lotando o Centro Municipal de Esportes Wadislau Niemxeski.

A partir do ano 2000, na gestão do prefeito João Carlos Machado, a festa passou para o Complexo Poliesportivo Ruy de Castro Netto - a Prainha, um local mais espaçoso e seguro, visto que o evento conta com show pirotécnico, uma das principais atrações da promoção junina juntamente com a fogueira gigante, que a partir dali passou a ser colocada no lago artificial, tornando-se a única no Estado a ser montada dentro d’água.

As festas juninas antigamente chamadas joaninas tiveram origem em Portugal. Em suas pesquisas em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, os historiadores Barbosa Lessa e Paixão Cortês identificaram a origem das fogueiras e seus significados, com descrição e ilustrações publicadas na obra “Festejos do Ciclo de São João na Tradição Gaúcha”, de Paixão Cortês, onde está registrado: Santo Antônio (13 de junho - fogueira quadrada - chiqueirinho), São João (24 de junho - fogueira redonda) e São Pedro (29 de junho - fogueira triangular).

Em Camaquã, no mês de junho, a Paróquia de São João Batista promove a Novena do Padroeiro no período de 15 a 24 do corrente mês, assim como escolas e entidades também organizam festejos populares. Todos sem exceção montam fogueiras com a base redonda conforme a tradição e que identificam São João.

No entanto, desde 1992 até a presente data um pequeno detalhe foi esquecido pelo poder público - o formato das fogueiras - nenhuma tem a base redonda que identifica São João. A primeira fogueira gigante tinha formato tridimensional mais identificada com São Pedro, enquanto a atual sobre a água é totalmente quadrada lembrando Santo Antônio. Mas como cultura e folclore, segundo alguns, são detalhes que não podem ser ignorados, há 25 anos vamos dando um “Viva São João” para São Pedro e Santo Antônio, afinal todos eles são santos juninos, e por certo perdoarão a gafe.

Foto: Arquivo Criarte

COLUNISTA

Catullo Fernandes

Poeta, editor e pesquisador Diretor da Criarte Marketing & Eventos